Resumindo, é muito bom. Historia boa, o material do livro é bom a escritora manda bem. Pra me agradar mais só se fosse capa dura.
Scritto da: Gisely Leigue
Uma narrativa visceral!
Caramba, que livro incrível! A Guerra da Papoula da Rebecca F. Kuang é uma leitura que me prendeu do começo ao fim. O jeito que ela constrói esse universo é simplesmente fascinante. Kuang mistura mitologia fantástica com uma brutalidade realista que te faz sentir o peso de cada batalha e decisão. É como se estivéssemos lendo um épico cheio de deuses e magia, mas ao mesmo tempo encarando os horrores muito palpáveis da guerra. E, além de toda a fantasia, há uma camada política fortíssima: imperialismo, colonialismo, as relações de poder entre nações — tudo isso está lá, e é tratado de forma poderosa. O mundo que ela criou é tão rico em detalhes que te transporta para dentro da história. Você consegue imaginar cada parte desse universo, das escolas militares ao caos das batalhas, sem que nada pareça forçado. E a mistura de elementos fantásticos, como os deuses e poderes conquistados por meio de substâncias alucinógenas, dá um toque mágico e sombrio que faz toda a diferença. Mas o que me pegou de verdade foram as críticas sociais que a Kuang faz. Ela não poupa ninguém — o impacto do imperialismo, as cicatrizes da guerra, e a forma como o poder pode corromper são temas que ela trata com uma honestidade brutal. A protagonista, Rin, é um exemplo perfeito disso: cheia de dilemas morais, movida por traumas, uma personagem que luta tanto contra o sistema quanto contra si mesma. Se você gosta de fantasia épica com profundidade, A Guerra da Papoula é simplesmente indispensável. É uma mistura de uma narrativa envolvente, críticas sociais afiadas e um mundo tão bem construído que você vai se perder nele. Rebecca F. Kuang criou algo único e não vejo a hora de ler a continuação!
Scritto da: Marcelo lobo
A Fênix não é apenas a deusa do fogo. É a deusa da vingança.
Uma fantasia com ares de relato histórico. Esse é o grande diferencial do livro, conferindo originalidade e uma irresistível sensação de realismo à trama. Claramente inspirada na cultura milenar chinesa, a mitologia que R. F. Kuang constrói é extremamente convincente e bastante encorpada. Suas premissas estão assentadas em lendas inebriante, hábitos ancestrais e sobretudo em relatos de guerras brutais. Nikara é uma nação desunida, assolada por rixas internas. Enquanto suas províncias trocam farpas e tentam comprar influência política, o inimigo externo se prepara para uma guerra total que vai além da dominação. O objetivo é a aniquilação do vizinho. Necessário dizer que o grau de violência é elevadíssimo. As atrocidades de guerra são detalhadas de maneira chocante. Trata-se de um livro de fantasia extraordinário, mas bastante sombrio, cujo foco é a guerra e a sede de poder. O ódio e a vingança são os sentimentos que mais sobressaem. Nesse cenário de crueldade e ausência de compaixão, a magia é igualmente sinistra. Os fascinantes xamãs, bem como os deuses que eles conjuram, são seres assustadores, imprevisíveis e inclementes. Os personagens seguem nessa mesma linha. São fortes e carismáticos, mas cheios de rancor. Lutam, sem muito sucesso, para aplacar a fúria interior que os consome. O ritmo é avassalador. Uma leitura hipnótica desde as primeiras páginas, quando a academia militar domina o cenário. Em um ambiente de franca hostilidade, preconceito e rivalidade, os alunos não medem esforços para obter a aprovação. Na sequência, com a chegada da guerra, a brutalidade só cresce, em meio a elaboradas estratégias, blefes e dissimulação. O teatro de guerra é muito bem estruturado. É uma leitura absorvente; você nem pisca. Ao final, R. F. Kuang nos convida a refletir sobre a predisposição do ser humano para a inimizade e a guerra. Uma história que expõe nossa dificuldade em perdoar e nossa imensa facilidade para odiar. Leia!!!!!
Scritto da: M. L. PINTO
Boa qualidade
Bom livro
Scritto da: Paula Oliveira
Melhor fantasia já escrita
A R. F. Kuang é visceral e esse livro é extremamente bem construído, os personagens são complexos e possuem várias nuances, isso tudo tendo a história política da China como pano de fundo como analogia. A melhor fantasia até eu já li, os seus sentimentos transitam de ódio, angústia, sentimento de injustiça, você fica totalmente imerso e a escrita não é tão difícil como relatam no tiktok. Me entristece saber que muitas pessoas jamais lerão essa obra prima, então, por favor, leiam!