Companhia das Letras Pequena coreografia do adeus

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JÚLIA; TERRA; ESCRITORA - Sensível e corajosa
Aline Bei traz, novamente, sua singularidade em sua escrita como em seu primeiro romance “O peso do pássaro morto”. A autora se considera uma atriz escritora e as referências às artes cênicas em suas obras são muito nítidas. Romances belíssimos quebrados em versos livres, desses quais respeitam as respirações e pausas das narradoras protagonistas. Além disso, Aline brinca com o uso do tamanho de fontes para expressar o sentimento de Júlia (personagem principal da obra) em algumas cenas, tornando desnecessário a menção deste. O livro é divido em três belas partes, dando-se início com a transição da infância para adolescência da protagonista, focando nos relacionamentos familiares e nos maus tratos físicos e psicológicos maternos, estes herdados de sua avó. Júlia conclui que pessoas das quais ela admirava ou até mesmo invejava, haviam de ter tido pais maravilhosos, pois comparava seus próprios pais à essas pessoas, observando a diferença grotesca de personalidade e expressividade. Com o passar do tempo, a protagonista percebe também a diferença do papel da dor e das ações subsequentes dela em sua figura materna e paterna, além da opressão quando se trata da mãe. Com relacionamentos carregados de culpa, Júlia se demonstra muito resistente e corajosa à procura de seu caminho, se desatando desses nós familiares. A autora faz uma analogia bastante poética com o sobrenome da personagem, trazendo a ideia de fertilidade em sua vida, apesar de toda angústia. Linda história de alguém conhecendo e descobrindo pessoas e sentimentos através da arte e da perseverança. Existem dois pontos interessantes de se observar nos textos de Júlia. O primeiro é que são narrados em prosa comum, não trazem a originalidade dos versos de Bei. Acredito que a autora quis mostrar com isso, que cada escritor tem sua forma literária de se expressar e que a sua e a de Júlia são diferentes. Já o segundo é a forma como a protagonista se liberta em sua escrita, descrevendo a dor de seu personagem (Ed), sugerindo um espelho narrativo de sua própria dor e esperança. Novamente, fiquei encantada com mais uma história de Aline Bei. O livro é de tirar o fôlego fazendo o leitor sentar e ler em um único ato (como uma peça sem subdivisões) mesmo sendo difícil de digerir certas cenas. Recomendo não só suas obras literárias, como suas entrevistas sobre estas, em quais relata suas ideias com muita sensibilidade e maestria.
Scritto da: Vinicius Guerra
Sentir, refletir e se comover
Foi o primeiro da escritora que lí e já comprei o próximo. Se você busca um romance nacional que toca a alma e oferece uma perspectiva lírica sobre o amadurecimento e a superação de traumas familiares, "Pequena Coreografia do Adeus" é a escolha certa. A prosa singular fará você sentir, refletir e se comover.
Scritto da: Maria Eunice Ribeiro de Sousa
As tiras de pele seguem sendo arrancadas
Poesia em forma de prosa, assim é a escrita de Bei. Mais um livro de Aline que vai abrindo a gente de fora a fora, brutal e delicadamente. É impressionante como conseguimos usar adjetivos tão opostos para descrever a obra de Aline Bei! Aqui ela retrata os efeitos duradouros, mais que duradouros, estruturantes, que moldam a vida de uma pessoa nascida numa família disfuncional e abusiva; de casamentos equivocados, porque as pessoas também já vieram de situações disfuncionais e equivocadas? E como a mãe molda a experiência de estar vivo da criança - e depois do adulto que ela se torna. Uma mãe infeliz e amarga tem grande chances de criar filhos infelizes e amargos, infelizmente. Não falo isso como um julgamento ou uma acusação às mães - que aliás são humanas, não são santas e nem devem ser cobradas como tal - é apenas como uma constatação. Bei põe o dedo na ferida do mito da maternidade perfeita. Eu me identifiquei com várias passagens dessa estória, como se ela estivesse descrevendo situações que aconteceram comigo e a minha mãe, que também teve uma história nada fácil! Algumas frases que me marcaram: - porque no íntimo, ainda que a ferida quisesse cicatrizar, minha mãe tiraria a casca e tiraria a casca, seu corpo era uma espécie de museu da dor. - os estranhos não nos doem porque ainda não nos decepcionaram. - nas repetições é que se instalam os afetos cotidianos. Eu não gostei do fim, apesar de ser muito plausível e, por isso mesmo, assustador! Dou 4/5 porque Aline tem a capacidade de revirar nossas entranhas com maestria, descrevendo sentimentos para os quais não tínhamos conseguido dar nome, ainda. Acho que tô me repetindo aqui, e essa resenha tá ficando parecida com a outra, de O peso do pássaro morto? mas esse livro teve um impacto e efeito parecidos em mim. De nomear coisas que eu não tinha conseguido ainda. Obrigada, Aline! 4/5
Scritto da: Sara Mikaelle S. Costa
Perfeito
O Livro é simplesmente maravilhoso, a textura da capa não dá gastura, é meio durinha e quando você passa a unha é como se fosse "arenosa". Isso melhorou muito minha experiência porque eu tenho bastante agonia com superfícies lisas. As folhas são levemente amareladas e a fonte é bem grande. A história é carregada de realidade, se você passa por coisas parecidas, vai sentir a dor junto com a protagonista, é perfeito, recomendo muito! P.S.: O livro no total tem 279 páginas, fora os agradecimentos.
Scritto da: Luísa Naomi de Castro Suda
A poesia de Aline Bei em "Pequena coreografia do adeus"
Classificar Pequena coreografia do adeus, de Aline Bei, é tarefa dificílima. O livro é estruturado em versos que brincam com elementos visuais (tamanho da fonte, disposição do texto na página, espaçamento entre letras) e faz uso de linguagem poética para exprimir sentimentos, sensações, experiências. O texto de Aline também tem ritmo, que remete tanto à forma da poesia quanto à coreografia do título e do balé no meio da história. Em relação ao formato, poder-se-ia pensar num híbrido entre poema e prosa poética. O ritmo também faz alusão direta ao movimento da menina Júlia de aos poucos se libertar do ambiente familiar tóxico e construir, aos poucos, uma nova vida para si mesma. Como numa dança, esse processo não acontece de forma linear; pelo contrário, é marcado por avanços e retrocessos que se alternam durante sua infância e adolescência. Júlia é filha única de pais infelizes que se separam em algum momento de sua infância. A mãe de Júlia é controladora, agressiva e se comunica aos berros com o marido e a filha; o pai de Júlia, Sérgio, é quase uma ausência, a qual se concretiza quando ele decide deixar a casa. No meio do conflito perene entre os dois, há Júlia, o alvo favorito da violência da mãe. A violência materna se manifesta das formas mais cruéis: policiamento das roupas íntimas de Júlia quando os primeiros corrimentos femininos aparecem; comparação entre a beleza de Júlia e de uma moça que ajudou a mãe a carregar sacolas na feira; e, claro, agressões físicas, objetos atirados, pertences pessoais destruídos do quarto de Júlia. Neste cenário, não há espaço para que os pais se interessem pela vida da menina: não sabem o quanto ela gosta de escrever, nem o quanto a música é importante na vida dela. E é a partir da escrita de um diário que a vocação profissional de Júlia se revela: mais tarde, quando se muda da casa da mãe e decide alugar um quarto de pensão, Júlia começa a escrever um pequeno conto e pede dicas a um colega de pensão que seguiu a carreira de escritor. Os abandonos são um tema recorrente no livro. A avó materna de Júlia fora abandonada grávida pelo avô, e passa a ser rejeitada pelos vizinhos e amigos da cidade; a mãe de Júlia é abandonada pelo pai da garota. E Júlia também é vítima do abandono: a saída do pai de casa, a mãe que nega à menina o amor de mãe, a amiga de infância que apanha de Júlia quando a menina vê o pai de mãos dadas com outra mulher. No meio da aridez de afeto e acolhimento do núcleo familiar, a diretora do colégio oferece uma alternativa para que Júlia elabore seus sentimentos e a separação dos pais: a dança, mais especificamente, balé.Este é o primeiro passo para que a menina possa se desvencilhar do controle sufocante materno. É na dança que ela experimenta colocar corpo e alma, e treinando com afinco consegue passar mais horas longe da mãe. A professora de balé, porém, percebe a falta de talento de Júlia e a desencoraja a continuar a prática. Ainda assim, o primeiro experimento de liberdade abre as portas para que ela consiga construir sua individualidade longe dos laços tóxicos familiares.Pequena coreografia do adeus é a história de uma menina que cresce e forma a própria individualidade em meio ao abuso da mãe e à ausência do pai. Faz uso de recursos variados para sobreviver, em particular a escrita de um diário e a dança. Como por milagre, a menina floresce na aridez a seu redor, descobre-se mulher e é capaz de retribuir a violência dos pais com amor e sensibilidade ao universo particular do outro. Trata-se, em especial, de uma história de esperança - não apenas para Júlia mas para todos nós.

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